02 abril 2015

Exclusão da ch e da ll do alfabeto espanhol

A "ch" e a "ll" são letras do alfabeto espanhol? Muitos estudantes brasileiros desejam ingressar na universidade e para isso necessariamente devem aprovar o ENEM ou as provas do vestibular. O Espanhol é uma das disciplinas que entram nessas provas. Por tanto, conhecer a gramática, a conjugação de verbos e o vocabulário nesse idioma, é fundamental. Hoje apresentamos um assunto delicado. A exclusão da ch e da ll. No alfabeto espanhol por algum tempo se considerou a existência da "ch" e da "ll" como letras. Hoje vamos estudar acerca disso. Leia e curta esse interessante tema.

Ficam excluídas definitivamente os sinais "ch" e "ll" do alfabeto espanhol, porque, na realidade, eles não são letras, mas dígrafos, ou seja, conjuntos de duas letras ou grafemas que representam um único fonema. O alfabeto espanhol fica assim reduzido para as seguintes vinte e sete letras: a, b, c, d, e, f, g, h, i, j, k, l, m, n, n, o, p, q, r , s, t, u, v, w, x, y, z.


O espanhol assemelha-se assim com o resto das línguas da escrita alfabética, nas que só considerou-se como letras do alfabeto os sinais simples, mesmo considerando que em todos eles há combinações de grafemas para representar alguns de seus fonemas.

A remoção dos dígrafos ch e ll do inventário de letras do alfabeto espanhol não estabelece, de qualquer maneira, que devem desaparecer do sistema gráfico espanhol. Estes sinais duplos continuam a ser utilizados, como de costume, por escrito, nas palavras em espanhol: o dígrafo "ch" representa o fonema / ch / (ex: menino: chico [Chiko]) e o dígrafo "ll" que representa o fonema / ll / (ex: calle: rua [Kalle, Kaye]). A novidade é simplesmente que deixam de estar entre as letras do alfabeto.

Sendo combinações de duas letras, todas as palavras que começam com estes dígrafos ou que os contenham não se alfabetizam por separado, mas nos lugares correspondentes dentro da letra "c" e "l", respectivamente.

A decisão de adotar a ordem alfabética latina universal foi tomada no X Congresso da Associação de Academias da Língua Espanhola, em 1994, e tem sido aplicada desde então em todos os trabalhos acadêmicos.



Fonte deste artigo: Real Academia Española, acesso em 02/04/2015 às 14:23 hs.

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